Todo bandido é bom, todo bandido é morto

Mug Shot, Elvis Presley. Imagem histórica de domínio público (google imagens).


Um facínora atuando no oriente médio prende, tortura e mata cristãos, homens e mulheres, independentemente da idade, apenas pelo fato de professarem sua fé em Cristo. A história é conhecida: esse homicida é adepto de uma facção religiosa extremista que interpreta textos sagrados clássicos de uma forma rígida e vê o cumprimento de seus mandamentos na expressão da violência contra os infiéis.

Não termina aí.

Quanto mais ele persegue e mata cristãos, maior é seu reconhecimento. Seja nos rituais que pratica, seja na sua linhagem, na sua tribo ou no seu povo: de acordo com sua seita, quanto mais ele faz, contra os cristãos, maior ele é. Não resta dúvida que seus crimes atendem aos interesses desses religiosos do deserto.

A facção a que pertence nosso facínora é antiga conhecida dos cristãos. Ela é conhecida por suas longas preces e por andarem terra e mar fazendo novos seguidores, verdadeiros hipócritas e prosélitos que perseguem aqueles que servem a Cristo há um bom tempo. Membros dessa facção, inclusive, perseguiram o próprio Cristo e tentaram fazer com que ele fosse desacreditado em frente às multidões.

Hereges, eles questionaram o poder de Cristo para perdoar pecados e também perseguiram seus discípulos.

Nosso facínora cometeu muitos crimes, trata-se de um verdadeiro bandido.

Um de seus crimes mais notórios foi o homicídio cruel de um homem inocente, tão bondoso e amado que seu rosto brilhava enquanto era executado - Estêvão. A prova cabal de que participou desse ultraje foi encontrada com o nosso facínora, que carregava as roupas ensanguentadas de Estêvão. Não resta dúvida: nosso facínora também atirou a primeira pedra.

Saulo, nosso facínora, porém, um belo dia decidiu contar aos quatro ventos que “encontrou a Cristo” e se arrependeu. Esse homem de Tarso, que se gabava de sua origem elitizada, até mudou de nome (Paulo, ele diz), em uma clara tentativa de ludibriar mais Cristãos além de um pobre homem de Damasco e atraí-los para seu matadouro.

Sua facção, os assim chamados “Fariseus”, perseguiram o próprio Cristo, seus discípulos e seus seguidores. Seus crimes são incontáveis, e muitos deles foram cometidos com a desculpa esfarrapada de “estar cumprindo a Lei”.

Saulo-Paulo respirava ameaças aos cristãos, fazia delas seu hobby. Pouco depois passou a escrever algumas cartas para igrejas cristãs e, pior, a se autodeclarar apóstolo...

Frisou que estava mudado, arrependido. Até contou uma historinha interessante de um “milagre” na sua conversão. Disse que ficou cego, mas não afirmou se foi pelo poder ou pelo ódio.

Não é que eu não acredite que Cristo pode tocá-lo e mudar a vida dele - mas isso não faz com que ele deixe de ser o que foi a vida inteira: um bandido. Afinal não podemos apenas dar ouvidos assim, a alguém como ele.

Um bandido, assassino, matador de cristãos. Não parece nenhum exagero dizer que ele não teria por ninguém a compaixão que alguns insistem em ter por ele. Saulo-Paulo jamais seria capaz de perdoar um homem preso, um escravo ou um inútil qualquer. Jamais seria capaz de protegê-lo.

Um homem desses claramente não pode assumir um papel de liderança na Igreja.

Ou talvez até possa, mas apenas depois que pagar por seus crimes, de acordo com todas as Leis aplicáveis. Deve pagar com a própria vida pelas execuções que cometeu sem testemunhas ou com testemunhas forjadas. Muito provavelmente matou cidadãos romanos, o que pode lhe custar a Cruz.

Afinal, ele foi aparentemente preso como cristão. Mas isso não basta, não é mesmo? Ainda que alguns cristãos o tenham perdoado e aprendido a confiar nele, ainda que ele declare sua fé e uma intimidade com Deus, isso não basta, não é mesmo? Nenhum poderia superar seus crimes contra Jeová Shalom - é preciso que sua vida não seja vivida em paz.

Um dia, quem sabe, um milagre possa acontecer e depois de um terremoto - isso sim seria um sinal - quando ele sair da prisão, poderemos ouvir seu relato com alguma credibilidade. Melhor mesmo seria se tivesse a oportunidade de fugir, mas não o fizesse. Afinal, ele precisa provar que mudou, que a cadeia o mudou. Existiria, por acaso, algo a mais nesse Universo capaz de mudar a vida de um homem? Não, certamente não;

Nosso Deus é justo. Ele não perdoa, não é mesmo? Quem somos nós então, para passar a mão?

Não podemos dar ouvido ao que ele diz, e certamente precisamos colocá-lo na cadeia, mas pelos motivos certos. Ou, quem sabe, a Cruz?

O certo, portanto, é realizarmos a vontade de Deus e julgar Paulo como o facínora que é sem perdão ou misericórdia pelos setenta vezes sete cristãos que deve ter matado.

Nenhum cristão, em sã consciência faria de outra forma e daria ouvidos a esse bandido, não é mesmo? Um perseguidor dessa laia, nada tem a nos ensinar sobre a Graça.

URGENTE:


Acabamos de ser informado que Paulo foi sentenciado à morte. A pena foi executada. Em suas mãos, os escritos de Paulo a uma tal igreja dos Romanos. Graças a Deus, o estrago que esse texto subversivo poderia ter causado morreu com ele. Imagina só, se essa carta viraliza? Deus jamais deixaria que esse pregador de falsas doutrinas influenciasse de algum modo seus filhos.


Pedro da Conceição colabora e escreve para o blog Cristo Urbano.


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